quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

A baliza de Dayane



Manha nublada de fevereiro. Abre a gaveta- Que porre!Amanha e dia 29 de fevereiro, que merda de dia. So de quatro em quatro anos!

Dayane toma seu menorzinho. Como previsto, teria que esperar interminaveis horas ate as 13. Enfim pegaria a estrada da Ribeira. Arrasaria no teste do Detran.


Nao aguenta segurar ate la. Toma seus remedios. Acende o cigarro. Caem duas gotas de chuva. E dia de Iansa. -Tomara que o asfalto esteja liserrimo, ai sim eles conhecerao Dayane!


O que Dayane nao sabia era dos planos de sabotagem de Rafaela que, se sentindo so na Pituba, daria uma passadinha na Ribeira, achar alguem interessante quem sabe, e, finalmente, negociar a queda da amiga.-Se eu nao dirijo ninguem dirige em Salvador! Passa no Urugaui, faz uns trabalhos decidi ir.



Chega na Ribeira as 11. O sujeito que faria a prova antes de Dayane era bem bonitinho. Rafaela se penteia. Negocia alguns prazeres selvangens e, claro, um pouco de cash. Ganha o rapaz.


Hora da prova. Dayane, nao adaptada ao clima da Cidade Baixa, derrete dentro do carro. quando finalmente avista Armando -o tal rapaz da sua frente. Gosta dele, porem esquece, o dia exige concentracao.


Armando erra. Tudo vai por agua abaixo.Dayane se desepera. - Podia ser eu!Pobrezinho. Acredita que nao vai conseguir.

CONCLUSAO: Dayane e muito sugestionavel, derruba a baliza. (apitos -Desca ja desse carro!). Tem odio. O suor se mistura as lagrimas. Reflete: -Antes tivesse investido no rapaz!
Mal sabia ela. Aquela tarde chegaria ao fim. -Onde esta minha toalhinha!


AInda nao descobriu que Armando e Rafaela tem um encontro de noite , na Tropical.
Ajoelha proxima a baliza, grita, pega um pouco de terra, jura que nunca mais passara por aquilo novamente. Derruba a baliza com as proprias maos.


So resta voltar, ver o mar e preparar seu futuro. Remedios, cigarros, gaveta, um menorzinho, uma agua, cigarros, remedios, tudo , tudo naquele dia - AH, amanha e dia 29!!!!!!!!!!Nada de carros, so helicopteros daqui pra frente. Tiraria uma licenca aerea. - No ceu nao ha balizas!

CORTE: Rafaela vai ao encontro. Armando nao era assim um Armando. Se desepera. Pensa em seus atos. Ja sao 22h30. Vai ate a casa de Dayane. Consola a amiga. Acendem um cigarro. Tomam seus remedios. BRECAUTE.
-BLE BLE BLE BLE BLECAUTE SUA BURRA!

-VENHA PARA O LADO SELVAGEM DA VIDA!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Os documentos de Dayane


E Rafaela pega a documentação de Dayane, onde constam números confusos. Pensa em chamar a Polícia, o que adiantaria? Sempre acreditou nos poderes paranormais de Dayane. Não se arriscaria. E pensou - Números são números.
Irritada, como sempre, Dayane toma seus remédios, acende um cigarro, novamente o menorzinho e beijos. Tudo se foi. Davi nem se encontra mais por aí. Afinal, as coisas passam e Rafaela necessita de recolhimento.

(CORTE - O cigarro continua queimando. Toca o telefone. - Rê Bordosa!
Eu não disse que Dayane e tinha poderes! Verá!
Rê confessa, está na Paralela. Suja e sem dinheiro. Dayane se comove. Cai a lágrima!

VENHA PARA O LADO SELVAGEM DA VIDA!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

A chegada de Dayane

E Dayane acorda, toma seu copo d'agua, acende o cigarro, toma um menorzinho. Vai até a Ribeira, volta no "K" da auto-escola.
- O que fazer? Abre a gaveta. Prepara coisas. Vira. Rafaela que fingia estar dormindo logo acorda. Preparam mais coisas.
Rafaela se assusta, afinal, Dayane liga um som. Abba. - Será que Dayane está feliz?
Dayane não está feliz. Abre o messenger. Não entra. Seu namorado da Internet não conseguirá achá-la. Mais irritada pega a pinça e ajuda Davi a se depilar. Olha para Chico, o gato. Testa seu inglês. Acredita somente no gato.
E Rafaela mais uma vez dá a notícia: Não dá mais, tenho que ir para a Pituba, embora quisesse morar com um bando de loucos. - Pituba?
Ninguém entende. Rafaela sai. Dayane se lembra da prova de carros. amanhã, naquele mesmo lugar. - Meu instrutor estará lá!
Tem esperanças.
(CORTE - HOJE TEM ENSAIO.)
VENHA PARA O LADO SELVAGEM DA VIDA!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

A espera de Dayane!





Dayane, cidadã do mundo, nas estradas diversas do interior da Bahia, senta
em uma moto e sai enlouquecida, perguntando: onde está minha companheira Rafaela, tenho que encontrá-la.
A partir daí, situações adversas acontecem, ela está exposta e disposta a tudo para cumprir seu objetivo. Pega seu cigarro, acende. - Uma carteira de Carlton, por favor. Aquui tem banheiro? Quero um drink!
No sol escaldante baiano, sertão, recôncavo, Ilha de Itaparica, não importa. Liga para Rafaela. - O telefone só dá na caixa porra. Ela deve estar com aquela outra, mexendo em minha gaveta!
-Hoje não tem jeito, volto para Salvador!
E foi assim que Dayane descobriu que Rafaela tinha feito uma pequena viagem, da qual não fez parte. Decidiu então se vingar, deu uma passadinha por Itambé, Vitória da Conquista e Poções e partiu enfurecida para Ilhéus, Nazaré, novamente Itaparica, Cidade Baixa, Baixa CG, Tropical, Âncora, reuniu tudo o que há de melhor para sua próxima viagem, em seu quarto, Manoel Barreto, fim de linha de seus planos.
Ao entrar em seu quarto, vê finalmente Rafaela, que só a esperava em casa. - Eu estava aqui o tempo todo, porque não ligou pro fixo? E Dayane apenas responde:
-Me esqueci! Acendem um cigarro.
(CORTE, AS LUZES SE APAGAM. DAYANE CEDE UM POUCO DO MATERIAL RECOLHIDO PARA RAFAELA. COMEÇA AM A VIAJAR JUNTAS.)
- VENHA PARA O LADO SELVAGEM DA VIDA